Displeased Records/40 Faixas/34:36
Por Heder Osny
Aqui está um dos nomes mais tradicionais e ativos do Grindcore mundial. E neste play o Agathocles faz questão de deixar bem claro que não vive apenas de reputação e prova a cada uma das faixas que compõem este monstro que sabem MUITO bem do que o Grind é feito.
E para quem não sabe, eles dão a resposta logo no título do álbum: Grind IS Protest! Este play é sem sombra de dúvida o melhor exemplo de como tocar grindcore SEM virar death metal.
Destaque para as faixas Bon Apetit, Legions of Consumption, Worthless, Porcelain A, e a quase ÉPICA Ministries of Arms.
30 de março de 2009
Agathocles – Grind is Protest
A Forest of Stars – The Corpse of Rebirth
Self Produced/5 Faixas/01:03:36
Por Heder Osny
ESSA foi uma audição difícil. Isso é o mínimo que posso dizer.
O A Forest of Stars aqui conseguiu alcançar uma sonoridade absurdamente complexa e fazer isso SEM o uso de habilidades mirabolantes em escalas e coisas do tipo. Rotulado como “psychedelic black metal”, o som da banda é na verdade um black/doom metal completamente perturbador. E é perturbador justamente por sua tranquilidade aparente.
Diferente de outras bandas no estilo, como Bethlehem ou Forgotten Tomb(que também são perturbadoras por si próprias, é claro), os rompantes de guitarras agudas e vocais gritados são raros aqui. Eles adotam uma abordagem mais semelhante à usada pelo Thergothon, por exemplo, inclusive fazendo músicas incrivelmente longas (a mais curta tem nove minutos e quarenta segundos) e lentas, nas quais só é possível perceber o desespero ao dar atenção às sutilezas.
A música da banda é como um quadro: ela apresenta todo um ambiente, e cabe ao ouvinte perceber cada nuance do todo. Creio que o exemplo perfeito seja a última faixa, “Microcosm”. É simplesmente uma viagem por dentro de uma casa onde não está mais alguém que deveria estar lá.
Percebe-se claramente o desdobramento da música em seções, cada uma como um aposento da casa, com direito a até mesmo uma varanda (ou jardim, depende do ponto de “vista”), e enquanto o ouvinte perambula pela casa que agora tornou-se um túmulo, ocasionalmente a banda dá seus raros ataques de raiva.
Fica inevitável associá-los à pessoa dentro da casa gritando sua raiva de negação frustrada. Perturbador. Esse NÃO é um álbum para ouvir no MP3 no ônibus, nem para colocar de fundo na sua “festinha black metal”. É um álbum denso, introspectivo, e deve ser ouvido a sós.
NESSAS condições, eu digo sem medo de errar: excelente álbum.
Hollenthon – Opus Magnus
Napalm Records/8 Faixas/50:44
Por Heder Osny
Superar a si mesmo. Com essa proposta, aparentemente simples, mas que em seu íntimo encerra questões de magnitude titânica, é possível, na verdade resumir o grande desafio de estar vivo.
O Hollenthon, aqui, é um excelente exemplo. Vejamos o caso deles: durante um período de inatividade da banda austríaca de death/grind Pungent Stench, o frontman Martin Schirenac criou o Hollenthon, um projeto voltado ao metal extremo sinfônico misturado a discretas influências eletrônicas (realmente mais influências do que realização efetiva dessas influências).
O disco de estréia resultante, Domus Mundi, provou-se surpreendentemente bom, e seu sucessor, With Vilest of Worms to Dwell seguiu os seus passos (em uma nota particular: Ao lado de Theli, do Therion, With Vilest of Worms to Dwell tornou-se o meu padrão de referência para metal sinfônico).
O tempo passou, o Pungent Stench voltou à ativa, e o Hollenthon foi temporariamente colocado em segundo plano. Particularmente, cheguei a pensar que com a volta do Pungent Stench o Hollenthon seria aposentado definitivamente. Mas eis que em 2008 a banda ainda está bem ativa e lança este Opus Magnus. E aqui, não contente em “apenas” ser um dos mais eficientes (embora não um dos mais reconhecidos) nomes do metal sinfônico mundial, a banda decidiu reinventar-se.
Em Opus Magnus não estão presentes as passagens de orquestração monumental que davam o tom de With Vilest Worms to Dwell, nem as discretas intervenções industriais de Domus Mundi. O que permanece do “velho” Hollenthon é o vocal gutural áspero de Martin aliado a uma afiada guitarra genuinamente death metal. Some a isso um senso de melodia e harmonização impecável, e um nível de criatividade que permite a banda saiba quando e como usar andamentos inusitados (como a intervenção de... SAMBA na parte final de “Of Splendorous Worlds”) sem soar artificial, apelativa, ou algum outro adjetivo desfavorável, e claro, a maestria na composição dos corais, que são por si só responsáveis por tornar “On the Wing of a Dove” uma peça no mínimo memorável.
O veredito final? Uma pessoa familiarizada com os lançamentos anteriores demorará para acostumar-se com a sonoridade.
Mas é sempre bom ver uma banda que não apenas tem coragem de encarar o desafio da auto-superação, como obtém ótimos resultados com isso.
25 de novembro de 2008
Dismember - Dismember
Regain Records/11 Faixas/42:36
Por heder Osny
Iron Maiden. Motorhead. AC/DC. O que essas bandas têm em comum com o Dismember? O fato de todas elas terem desenvolvido uma identidade sonora SÓLIDA ao longo dos anos.
Os veteranos suecos chegam com esta sua nova bomba sem deixar a desejar em momento algum para aqueles que já conhecem o seu som. Aliás, este Dismember(é sempre complicado falar sobre um álbum que tem o mesmo nome que a banda que o gravou!!!) aqui é exatamente isso: Um álbum para quem CONHECE o Dismember, pois o estilo dos caras é LIGEIRAMENTE distante das vertentes mais tradicionais de death metal(apesar de ser de fato uma das bandas MAIS tradicionais do estilo! Paradoxo interessante!).
Para quem não sabe, o estilo da banda é misturar vocais death do tipo mais agressivo do que incompreensível, mais ou menos na mesma escola do Possessed (claramente presentes na faixa “Legion”, em que Matti Kärki mostra a sua marca registrada, sendo compreensível como poucos e agressivo como menos ainda!) com bateria/baixo nitidamente hardcore (Quem duvida/discorda, ouça “These hills have eyes”! O novato Tobias Christiansson mostra que tem aquilo que é necessário para cobrir a vaga que já foi ocupada até por Sharlee D’Angelo) e ocasionais solos de guitarra TOTALMENTE inspirados no Iron Maiden(Como vemos em “Under a Gray Sky).
Nada a ver com o estilo de Gothemburg, mas sim com aquilo que o estilo de Gothemburg poderia ter se tornado se não fosse a babação de ovo da mídia em cima do In Flames. Enfim, não há muito o que dizer sobre este álbum novo mesmo, infelizmente.
Quem JÁ conhece o som da banda e o curte, provavelmente vai gostar tanto quanto o Like an Ever-flowing Stream (Sim, ele É tão bom assim!), quem não conhece o som da banda, é uma boa oportunidade para começar.
Benediction – Killing Music
Nuclear Blast/12 faixas/38:13
Por Heder Osny
O Benediction é MAIS do que uma “banda boa”. Eles são uma ESCOLA DE VOCALISTAS DE DEATH METAL! Tanto são que conseguem algo difícil: Em vez dos vocalistas imprimirem sua marca sobre o som da banda, é a banda que FAZ os vocalistas soarem como “vocalistas do Benediction”.
E isso é perfeito! Ouçam “Controlopolis(rats in the mask)”. Com essa música, tem horas que é difícil lembrar que hoje em dia Dave Ingram canta no Bolt Thrower(e, por sinal, hoje em dia a voz de Ingram lembra bem pouco os vocais da época de “The Dreams you Dread”, por exemplo)!
Na verdade, Dave Hunt, o atual monstro porta-voz da banda, quase nos faz esquecer de um tal de Barney Greenway. E digo mais: Se Killing Music tivesse uma orientação MENOS grindcore e mais puramente death, ele conseguiria tirar esse “quase”.
E assim chegamos a outro tópico da resenha: Neste play o Benediction SE ENTREGA às suas raízes grind. Para ressaltar isso, eu poderia citar somente o cover para “Largactyl”, de ninguém menos que o Amebix, banda britânica de importância fundamental para a existência do crust.
A já citada “Controlopolis” é sem dúvida o destaque absoluto, mas o álbum como um todo “deixa-se ouvir” com facilidade.
Se quiser algo para bater a cabeça e agitar que nem um louco, com uma produção clara e pesada, essa é a pedida!
22 de outubro de 2008
Moonspell - Night Eternal
SPV/Steamhammer/9 faixas/44:15
Por Heder Osny
Metal extremo romântico. Fiquei uns meses quebrando a cabeça para encontrar outra expressão que pudesse definir este play, mas simplesmente não há COMO. É exatamente isso que os veteranos portugueses nos apresentam neste que talvez seja o melhor álbum de sua carreira. Elementos black metal, death, doom (em menor parte) e góticos são encontrados em profusão em cada canto deste play. E também não é exagero que aqui está a melhor performance do vocal Fernando Ribeiro ao longo de toda sua carreira. Seus vocais agressivos são quase demoníacos (o refrão da faixa-título é o exemplo perfeito), enquanto sua voz limpa cria toda uma atmosfera de estar olhando pela janela de uma mansão vitoriana e observar uma metrópole moderna (a introdução de At Tragic Heights, por exemplo, fornece essa ilustração de forma quase PALPÁVEL).
Além de tudo o que já foi dito até agora, o disco ainda tem uma das melhores faixas-título que eu já ouvi na presente década(favor notar o "uma das"). Realmente, teria sido uma PÉSSIMA idéia ter dado qualquer outro título ao álbum. Outra agradável surpresa é a participação de Anneke Van Giersbergen, que empresta sua voz feérica em Scorpion Flower, em uma interpretação ao mesmo tempo bela e ameaçadora. Encantadora. Essa mulher é mesmo uma sereia!
Pra não dizer que o álbum é PERFEITO, aponto como destaque negativo a guitarra "alegrinha" no começo de "Spring of Rage"(o que eles estavam pensando, afinal?).
De resto, um álbum NECESSÁRIO para qualquer um com bom gosto metálico e FORTÍSSIMO candidato a um dos melhores do ano.
6 de novembro de 2007
Trouble - Simple Mind Condition
Escapi Records/11 faixas/45:44
Por Heder Osny
E finalmente, depois de muita enrolação, aqui está o play novo do Trouble. Infelizmente, ele deixou um pouco daquele sabor de "valeu a pena?". Ok, não dava para esperar um novo álbum doom, isso é algo meio óbvio, mas de maneira geral, parece faltar um tipo de fôlego, um ânimo específico. E isso é algo estranho, uma vez que as músicas em sua maioria até funcionam bem isoladamente, mas como um conjunto... Não sei como explicar, falta alguma coisa que as conecte. Mas como eu disse, as músicas funcionam bem, isoladamente. De fato, coloque este Simple Mind Condition no shuffle junto com o resto da sua coleção de Trouble que você vai se sentir bem mais à vontade. De fato, muitas vezes este play faz lembrar do álbum "Trouble" de 1990, que TAMBÉM é um bom álbum para o Shuffle. Por fim, como pontos positivos neste álbum, aponto a nervosa faixa-título, a "soundgardeniana" Troublemaker e a viajante Arthur Brown´s Whiskey Bar. Paciência. Agora é esperar um próximo álbum um pouco mais energético.
Nightwish - Dark Passion Play
Universal/13 faixas/01:15:43
Por Heder Osny
Quando eu conheci o Nightwish, foi através de seu primeiro álbum, Angels Fall First, eu fiquei surpreso com sua proposta. Já naquele tempo, heavy metal com vocais femininos estava longe de ser uma novidade, mas ainda não havia se tornado algo tão genérico e clonado quanto é hoje. Mas enfim, o debut do Nightwish me fisgou logo de cara, e a enxurrada de bandas pseudogóticas/pseudometálicas que surgiu em seguida fez com que eu perdesse interesse tanto pelo conceito de metal com vocais femininos quanto pelo próprio Nightwish. Depois que a vocalista Tarja Turunen foi demitida da banda, eu fiquei na expectativa a respeito do que viria a seguir. E depois de dois anos, finalmente descubro que vale a pena ouvir Nightwish novamente! Este Dark Passion Play é algo que a banda havia deixado de fazer por MUITO tempo: Um disco de METAL! Metal com partes ÉPICAS, inclusive! O vocal do baixista Marco Hietala está MUITO presente neste álbum, concedendo uma agressividade que eu sempre senti falta no som da banda. Faixas como The Poet and the Pendulum, Seven Days to the Wolves, Whoever will Bring the Rain, Meadows of Heaven (com um coro espetacular no final!) e Bye, Bye Beautiful (esta última uma "homenagem" à ex-vocalista, sempre referida pela banda como "Diva") mostram uma banda de metal CONSISTENTE, com bom uso de teclados e alternância entre vocais femininos e masculinos. Muito bom!
Eles passaram pelo teste de perder uma figura carismática e manter a qualidade de forma VISIVEL (ou devo dizer AUDIVEL?). Agora que venham os próximos plays e os adolescentes jogando fora as camisetas com o rosto da Tarja!
Marduk - Rom. 5:12
Blooddawn Productions/10 faixas/55:24
Por Heder Osny
Eu não sou um grande fã de black metal. De fato, são poucas as bandas do estilo que conseguem mexer comigo, sendo os exemplos mais claros o Sarcófago e o Bathory(mas também, se Sarcófago e Bathory não conseguirem mexer com você, provavelmente você nem deve curtir metal extremo!).
Levando isso em consideração, eu não tive MUITO interesse em ouvir este novo play do Marduk. Minha opinião sobre a banda, até então, era a de que eles fizeram um ótimo disco no Panzer Division Marduk, mas depois passaram a se repetir perigosamente. Não é uma maravilha que ainda possamos nos surpreender neste mundo?
Este Rom. 5:12 não é nada menos que uma verdadeira OBRA DE ARTE! A começar pelo título, uma citação bíblica de um trecho que fala sobre como através de um único homem o pecado e a morte entraram no mundo. Ora, supor que isso significa que o Marduk "virou white" seria tão ou mais ingênuo que supor que o Celtic Frost fez o mesmo em seu Monotheist, ou seja: Passa longe da verdade.
O que temos aqui são letras provocadoras, que chegam ao ponto de usar linguagem bíblica para discursar contra o cristianismo. Isso não é coisa para qualquer um. E quanto à música? Bom, como já disse acima, o Marduk conseguiu me surpreender neste play. Nada de "Panzer Division - Part IV", mas sim um belo de um disco de black metal do jeito que o estilo deveria ser: guitarras pesadas, vocais agressivos(não forçados) e o mais importante: VARIAÇÃO RÍTMICA! E cara, o Marduk dá uma verdadeira AULA de como imprimir RITMO ao black metal sem se afastar um milímetro do estilo. Aqui encontraremos tanto arrasa-quarteirões como The Levelling Dust ou Voices From Avignon quanto pancadas mais cadenciadas, como Imago Mortis(de uma forma estranha, essa música é quase DANÇÁVEL!?!?!?!?!?) ou Accuser/Opposer (na qual pela primeira vez a banda emprega vocais limpos, apesar da noção "mardúquica" de vocal limpo ser muito mais agressiva que a média).
O saldo geral é positivo, e eu recomendo o disco de olhos fechados não apenas para fãs de black metal, mas para qualquer um que curte um som altamente agressivo e com a dose necessária de técnica para não ser nem analfabeto musical e nem virtuose.
26 de agosto de 2007
Manowar - Gods of War
Magic Circle Music/16 faixas/01:13:42
Por Heder Osny
Falar deste álbum é difícil. MUITO. Por um lado, é um álbum MUITO interessante... A banda decidiu levar ao extremo o conceito de guerreiros bárbaros que os acompanha desde o Into Glory Ride(criando várias faixas temáticas sobre Odin, o deus nórdico da guerra), e criou os seus melhores arranjos sinfônicos desde o Triumph of Steel(Joey de Maio admite abertamente no site da banda a sua admiração por Richard Wagner, que ele considera como o criador do metal). Muito bem. O problema é que ao fazer exatamente isso, o quarteto americano alcançou um resultado que MUITAS vezes passa LONGE do metal. Exagero meu? Nem um pouco. Toneladas e mais toneladas de vinhetas que caberiam melhor em álbums do Rhapsody of Fire ou mesmo do Therion(Todas elas de muito bom gosto), e até mesmo narrações "a capela"(Em sua maioria irritantes. Glory, Majesty, Unity, por exemplo, parece mais que eles acabaram de assistir 300 e quiseram copiar algo!) são muito mal balanceadas por uma ou outra faixa realmente metálica, como Loki, God of Fire, mas a proporção ainda assim está muito injusta. Eu ADORO o lado épico do Manowar, mas acho que desta vez eles realmente foram um pouco longe demais.... Pronto. Aqui está minha opinião. Agora, deixa eu ouvir o Louder Than Hell pra desestressar um pouco...
24 de agosto de 2007
Paradise Lost - In Requiem
Century Media/12 faixas/45:28
Por Heder Osny
O Paradise Lost é uma banda que sempre primou pela sua versatilidade e inventividade, sendo capaz de mudanças de estilo impressionantes ao longo de sua carreira (é impressionante que de Lost Paradise até Icon a formação tenha se mantido a mesma, tamanha a diferença entre esses álbuns), e por vezes até mesmo dentro de um mesmo disco (notadamente no Draconian Times). Neste In Requiem, a história não é diferente. Temos aqui uma banda que com toda a sua experiência de estúdio e estrada já sabe perfeitamente não precisar provar nada a ninguém e sente-se à vontade para fazer o que faz melhor: Criar de maneira livre.
O álbum aponta para uma tendência que vem aos poucos se consolidando entre bandas de sonoridade mais sombrias/melódicas, que é o retorno às raízes de um som mais agressivo, como pode ser visto também no excelente Memorial do Moonspell e mesmo no fraco Thornography do Cradle of Filth. Mas o assunto aqui é Paradise Lost! E os ingleses mostram mais uma vez um trabalho de respeito! No espírito de "volta às origens", pela primeira vez desde o Lost Paradise não estão presentes os arranjos de guitarra melódicos que caracterizaram a banda por um bom tempo. Além disso, Nick Holmes, que recentemente tinha recuperado o seu estilo "hetfieldiano" de cantar aprofundou a voz um pouco mais, e em algumas passagens chega perto dos urros usados nos tempos de Shades of God. Porém, diferente daquele álbum, aqui Holmes também faz uso dos vocais limpos quase góticos usados em One Second e Host, por exemplo. O álbum todo apresenta um equilibrio inteligente entre o peso e os elementos melódicos, apesar da prevalência estar realmente nos elementos pesados. Chega a ser dificil apontar faixas de destaque. Como um todo o álbum é bem legal de se ouvir, com faixas trabalhadas e que não enjoam. No fim das contas, é um disco que se encaixa tipicamente na proposta do Paradise Lost: Uma mistura de elementos pesados com um toque melódico. E que a mudança continue!








